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terça-feira, maio 06, 2008

Quotidiano

-Foto exclusiva de MEUS ESCAPES- (6.Maio.2008)


Hoje, terça-feira, dia de folga deu para vir até Lisbia por imperativos de saúde, que me obrigaram a fazer novos exames. Como viciado em trabalho – uma “porra” que só me faz escravo das letras, nãol podia deixar de vir até ao jornal onde tenho o alcance à edição no blogue.
E, neste particular de andar fora da rotina urbana, fui até ao Areeiro, lá onde existe um Largo de homenagem a Sá Carneiro, um político que mexeu cordelinhos perigosos e que acabou morrendo num desastre de aviação que, segundo alguns foi sabotado para eliminar o homem do PSD.
Bem, mas essas políticas não são minhas nem quero que sejam. Hoje, dia de folga, estou aqui para referir algo que me sensibilizou e me levou a analisar em pormenor um facto merecedor dos maiores elogios, por não estarem de acordo com os desleixos de, no caso a que me vou referir, do Metropolitano de Lisboa e CP – Caminhos de Ferro Portugueses.
Numa paragem de autocarros deparei com um painel electrónico de informação sobre os tempos de passagens das diversas carreiras: PRAÇA DO CHILE – DENTRO DE 2 MINUTOS; para além de todas as outras carreiras daquele itinerário. Ri-me na dúvida da eficácia. Mas como gosto de falar com verdade dos factos esperei para conferir. Pouco depois: DENTRO DE 1 MINUTO. Não vi nenhum autocarro… até que, quando faltava, 10 segundos para a hora… eis o autocarro a chegar. FANTÁSTCO! Fiquei maravilhado pelo eficácia e precisão. Saquei do meu telemóvel e zás, a foto para ilustrar este post. Ela aí fica. Que me desculpem a falta de qualidade…mas o tempo também não ajudou.


Posto isto, só me dá para criticar a falta de respeito pelos utentes, que a CP e o Metropolitano continuam a demonstrar, dia após dia, com os electrónicos inactivos quanto a infotnação semelhante e, mais grave, a darem informação errada aos passageiros, no que se refere às estações de escala, que já originaram situações como a de uma pessoa sair em Sintra convencido que vai sair nas Mercês (CP) e sair no Marquês de Pombal, convencido que está a sair na Avenida… uma vergonha, por se esquecerem de consertar os sistemas. Nas arruagens da CP, ainda andam afizados os cartazes a anunciar a abertura do tuinel do Rossio a 2 de Fevereiro... estamos me Maio! Não se esquecem, lá isso não, é em aumentar os preços dos transportes. No Metro, então até abusam pondo a circular carruagens em lastimoso estado de conservação… com os assentos gastos, rasgados e imundos. Ora vejam a foto que eu tirei.



quinta-feira, janeiro 24, 2008

FOLGAS CHEIAS DE TRABALHOS
ANDANÇAS DE COMBOIO
E QUE BELAS BIFANAS


Meus dias de folga semanal são a segunda e a terça-feira. São o refúgio que eu escondo do Mundo para poder retemperar a mente, recuperar o físico tanto quanto possível e metodizar acções semana a semana. Mas nestes últimos dias de folga nada disto eu consegui cumprir, pois, como ser humano igual a quantos pululam nesta atmosfera com CO2 acima do permitido, também me aconteceu o que era de esperar mas que eu nunca esperei. Sou igual a todos, A nós nunca acontece o que acontece de mal aos outros acontece. Mas, a imunidade de avarias nos carros, não se compra: pratica-se com agenda de tarefas a cumprir entre tais e tais quilómetros, do mesmo modo como os dias de consulta médica se agendam, cautelosamente, nos cardápios do quotidiano.
Foi isso que me aconteceu. A mim, não. Ao carro que eu tive o azar de comprar. Com os avanços técnico-automobilísticos que nos deixam espantados todos os dias, como é que não há uma luz que advirta os condutores de que as pastilhas dos travões estão gastas e precisam ser mudadas? Bem, nalguns modelos mais antigos, por exemplo no Citroen AX esse sinal existe. Mas, nos modelos como o Saxo, não. Daí… fiquei sem travões. Sorte minha, é ser angolano e a nossa comunidade ser muito unida. Meu conterrâneo Lito Teixeira, é mecânico de uma galáxia tão alta que em Portugal, nenhuma Empresa lhe pode pagar o honorário que ele merece. Daí o ele se ter estabelecido do outro lado do Rio Tejo, e a AUTO-LITO estar sempre pronta a resolver os mais complexos problemas. E o meu também foi resolvido e hoje já posso esgalhar no IC19 – sem me preocupar com as câmaras de vídeo -, pois se piso o pedal já não oiço aquele barulho estranho e o carro obedece à paragem. Uff que alívio!
E toda esta lenga-lenga veio à baila, para vos falar um pouco do que eu vivi como “factos extras da vida de um jornalista atarefado”. Entre tudo o que eu adorei, confesso, foi andar nos comboios da Fertagus, entre Sete Rios e o Fogueteiro. Que diferença dos comboios da CP, da linha de Sintra. A diferença é tão acentuada que nos sentimos ludibriados pela CP nos elevados preços dos bilhetes, agora, com descaramento até com aumentos inadmissíveis, abusadores por saberem que milhares e milhares de trabalhadores carecem do comboio para irem ganhar o “pão nosso de cada dia”.
Nas carruagens da Fertagus, sente-se higiene, comodidade, segurança, factores básicos para se viajar tranquilo que na CP não se sente. Que contraste, meus amigos!
Mas… o melhor de tudo, quero render homenagem ao senhor Carlos Pinto, que eu não conhecia e me foi apresentado pelo Lito, na hora em que fui buscar o carro – hora maravilhosa onde o estômago pedia carregamento: daí, o Lito, no seu sempre gesto gentil, parou, lá para os lados de Sesimbra, em Pinhal dos Frades, no Snack O MARINHEIRO.
- Olha Carlos, vamos aqui comer uma bifana, dá?
- Se dá! Tou com larica a pedir recheio.E assim foi que aconteceu eu comer a melhor bifana na minha vida… que coisa maravilhosa. Bem temperada (do alho é que eu não gostei, por isso o saquei logo para fora do pão), tenrinha, sem gordura… uma verdadeira arte culinária. E, espantem: e por menos de 2,00€. Por três o Lito pagou 5,35€. Podem acreditar. E, se duvidam, só têm que fazer uma coisa: Metam-se a caminha de Pinhal dos Frades, e quando chegarem à Avenida da República nr. 47, estacionem bem o carro e entrem no snack O MARINHEIRO. O meu xará Carlos Pinto está lá para vos atender a preceito, sem gravata nem jaqueta, mas com um sorriso e tanta cortesia que uma pessoa até se esquece dos Sheradon’s… Uma recomendação: viajem de estômago vazio. Por quê? Mas isso é pergunta que se faça depois do que vos contei? Sinceramente…
carlospereirangola@gmail.com