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quarta-feira, agosto 20, 2008

HUAMBO IV
Adenda

O PROJECTO CHINÊS
DO NOVO HOSPITAL CENTRAL DO HUAMBO
Este projecto foi feito em 2005 e está quase concluido na capital
do Planalto Central. Uma obra impressionante que demonstra o quanto o Ministério de Saúde de Angola,
está empenhado na construção de condições hospitalares de grande classe.

ANGOLA

HUAMBO: CIDADE VIDA!
Hoje recebi, através de um mail amigo, estas passagens de uma reportagem realizada pela Agência de Notícias Portuguesa " LUSA", ilustrada com as fotos da actualidade do Planalto Central, onde eu vivi 12 anos, sob ameaças constantes, mas sem consequências de maior. Foi um período em que o pijama era o camuflado e a AKA era a companheira de quarto. Ali permaneci no meu posto como director da Emissora Regional da Rádio Nacional. As minhas raizes luandinas não impediram que me afeiçoasse como minha segunda terra natal: Huambo. Ai criei a célebre máxima - que ainda faz sentido e está perpetuada _, " HUAMBO: CIDADE VIDA! A saudade está latenjante de tal forma que é só ter uma oportunidade e lá caído estarei, de novo. Por estes insignificantes motivos e, principalmente, pelo respeito que nutro pelo actual governo - que não abandonou o povo ao sabor do tempo -, aqui fica com os destaques próprios o quando a jornalista da Lusa, publicou com a verdade transparente de uma importante acção governamental na recuperação do meu Huambo destroçado, pela ganância de angolanos loucos que um dia sonharam poderem ser os donos de Angola, a soldo do imperialismo norte-americano.

Em apenas três anos, uma das cidades mais destruídas do país renasceu na forma de um estaleiro em grande escala, em que além das obras no espaço público, arruamentos e passeios se incentivou, com subsídios estatais, a recuperação de habitações.
"O Huambo cresceu consideravelmente. As nossas estradas estão reabilitadas, as nossas casas também estão a ser reabilitadas, o Huambo cresceu e vai crescer mais ainda", atesta Odete Lucas, 32 anos, técnica da Acção de Desenvolvimento Rural e Ambiente, uma ONG angolana. "Passei aqui o tempo de guerra e pensava que não era possível desenvolver o Huambo. Actualmente, estou a ver que é possível."
Odete era uma adolescente, em 1993, quando as tropas do Governo ali estiveram sitiadas 55 dias, (tomo a liberdade deste acréscimo, com a devida vénia e respeiro pela
reporter da LUSA - para esclarecer que as tropas do Governo no Huambo, NUNCA ESTIVERAM SITIADAS UM DIA QUE FOSSE. Eu estive lá e posso afirmar sem receio de ser desmentido) até ao assalto final das forças da UNITA. As ruas que já foram frentes de batalha são hoje cenário da reconstrução vertiginosa. Ainda há três anos, eram chagas urbanas abertas por balas e obuses. Agora, os carros circulam sobre um tapete liso e são ordenados por semáforos fotovoltaicos que o empresário Valentim Amões, falecido num acidente aéreo recente, plantou por toda a cidade.O centro do poder, na actual Praça Agostinho Neto, foi retomado pelas tropas do Governo em 1995, mas da violência da reconquista já não restam sinais. Os edifícios dos serviços provinciais e os correios foram reconstruídos por empresas portuguesas, que deram à praça um toque festivo, decorando--a com luzes amarelas e azuis, abraçando um obelisco dedicado a Agostinho Neto, representado por uma imagem do primeiro presidente de Angola de livro na mão e kalashnikov à tiracolo. O aeroporto foi recuperado, novas universidades devolvem a cidade ao centro do conhecimento angolano, um novo hospital está a ser erguido numa empreitada chinesa, um arrojado pavilhão foi construído para acolher o AfroBasket 2007."O Huambo de hoje é um bocado consequência do que vivemos ontem", assinala Júnior Chinendele, responsável pelo projecto Casa Ecológica, que pretende fazer da cidade uma referência ambiental na África Austral. Junto do seu escritório estende-se o jardim botânico, centro do corredor verde que agora atravessa a cidade. É lá que, durante a tarde, dezenas de estudantes se deitam sobre as gramíneas a ler.Além do quadro de destruição, os serviços ainda há três anos eram quase inexistentes, a água mal corria nas torneiras e as lâmpadas raramente acendiam. A população circulava apática: cidade fantasma. "Muitas pessoas diziam que nunca mais voltavam, mas estão a aparecer agora", testemunha Odete Lucas. Apesar das limitações que persistem no abastecimento de água e energia, o "boom" do sector da construção está a ser a alavanca para tudo o resto: infra-estruturas, serviços e emprego. "Dantes para se ter um meio de transporte como uma viatura era um sonho. Hoje, quase todo o pessoal tem", refere. "É muita coisa!", afirma a técnica da ONG angolana na sua declaração de amor à cidade. "É muito bom viver no Huambo, eu pelo menos não quero que me tirem daqui. Residir noutra província, não!"

quarta-feira, outubro 17, 2007

ANGOLA MINHA!



HUAMBO
CIDADE VIDA!

“Quando a saudade bate forte
Não adianta chorar
Esquecer é a morte
Só vontade de voltar “



Coisa que eu faço sempre quando às quartas-feiras, regresso ao jornal para reacender a chama profissional que me pressiona após dois dias de folga, é abrir minhas caixas de correio e, neste dia de hoje, uma mensagem amiga levou-me a visitar o site da WordPress. Em boa hora isso aconteceu. Aí tive a possibilidade de encontrar o site ONDJANGO e, num ápice, sentir um arrepio enorme ao deparar com algo que me é muito peculiar: HUAMBO, CIDADE VIDA! . Revivi o dia em que criei, na minha condição de director da Emissora Regional do Huambo, uma rubrica onde, diáriamente, se incluia uma crónica minha, e todo o noticiário respeitante à cidade e à Provincia. Estávamos perante ameaças da Unita e uma campanha que visava desestabilizar o Huambo (zona previligiada da Unita) para objectivos políticos falsos e que atemorizavam quem quisesse estar no Huambo, com alegações de que a vida era impossível. Sentindo em mim a mentira, vivendo tranquilamente com a minha família e com todos os meus companheiros e camaradas de trabalhos e suas famílias, onde nunca os bens essenciais faltaram, ocorreu-me precisamente esse título para abrir o noticiário regional que, em serviços de correspondência com a Rádio Nacional, eu citava sempre, nas frases intermediárias que dissessem respeito ao Huambo, Cidade Vida!

Foi, pois com imensa alegria que eu me encontrei com a minha HUAMBO,CIDADE VIDA! E, para minha vergonha, deparei com um post bem elaborado a referir-se a páginas históricas ocorridas ainda antes da ocupação colonial portuguesa e após a administração do governador Norton de Matos.Vergonha por tendo eu acesso à informação nos meus blogues, me ter esquecido da data da fundação da cidade de Nova Lisboa (Huambo) para historiar o quanto envolveu perante meus olhos, após o 25 de Abril e após o 11 de Novembro de 1975 - datas vividas no seio da revolução angolana a que Agostinho Neto presidia -, e que, certamente, poderão servir para uma mais verdadeira época que se viveu no Planalto Central:
21 DE SETEMBRO DE 1912
No dia 21 de Setembro de 1912, na região do planalto central de Angola, era fundada a cidade de Nova Lisboa, hoje designada Huambo, pelo então governador geral da província ultramarina de Angola, José Mendes Ribeiro Norton de Matos, através da portaria Nº 1040. O nome Huambo tem na sua origem um caçador identificado por “Huambo-Kalunga”, oriundo da região do Kwanza Sul, que se instalou em Muangunja, povoado municipal da Caála. Algumas fontes sustentam que não foi esse forasteiro que ofereceu resistência à ocupação colonial nos fortes combates travados nas pedras de Ganda, Kawe e da Kissala, que culminaram com a tomada do planalto central de Angola.Leia o resto
AQUI

“Quando a saudade bate forte
Não adianta chorar
Esquecer é a morte
Só vontade de voltar “
Obrigado CUSTÓDIA SISNELA, com um fraternal abraço!Carlos Pereira - Lisboa, 17 de Outubro de 2007