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sexta-feira, julho 03, 2009

BRONCA NA AR

Estado da Nação
José Sócrates aceitou a demissão de Manuel Pinho
02.07.2009 - 19h34
Romana Borja-Santos
O primeiro-ministro, José Sócrates, aceitou hoje a demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho, na sequência do incidente na Assembleia da República, durante o debate do estado da Nação. A pasta ficará a cargo do actual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.

Em causa está o gesto de Manuel Pinho em que este colocou os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. Recorde-se que o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, a quem se dirigiu o gesto, tinha feito saber que considerava que o ministro se devia demitir.

Já antes o primeiro-ministro tinha feito durante o debate do estado da Nação uma declaração inédita onde condenou o comportamento "inaceitável" do ministro da Economia. "É meu dever apresentar um pedido de desculpas", disse José Sócrates aos deputados e à Assembleia da República, em nome do Governo.

"É um acto de um membro do Governo é inaceitável e que lamentamos profundamente", acrescentou José Sócrates, depois de Manuel Pinho ter colocado os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. E sublinhou: "Bem sei que o senhor ministro já disse estar arrependido. Mas nada justifica o acto".

Também o líder parlamentar socialista considerou o "acto inaceitável" e lamentou "profundamente" o "acto de um membro do Governo". Contudo, Alberto Martins congratulou-se com a atitude de José Sócrates, por enquanto chefe do Executivo ter feito um pedido de desculpas formal no Parlamento. Por sua vez, o presidente da Assembleia da República, depois de ter ouvido todas as bancadas a propósito do "insólito" incidente disse que "na relação formal com a Assembleia" o dá por sanado. Jaime Gama insistiu, ainda assim, que aquilo a que se assistiu foi "lastimável" e "não devia ter ocorrido".

Antes de o primeiro-ministro falar, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, exigiu um pedido de desculpas formais pelo gesto de Manuel Pinho no Parlamento e que o Governo tire consequências políticas do que aconteceu. "É intolerável e anti-democrático", disse Rangel.

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, exigiu que o primeiro-ministro se demarque do gesto de Manuel Pinho no debate do estado da Nação. "Se o primeiro-ministro se vai demarcar de um gesto que foi feito que o faça aqui [no hemiciclo parlamentar] e não lá fora aos jornalistas", disse Paulo Portas durante o debate. Também Ana Drago, do Bloco de Esquerda, afirmou que este incidente mostra "que ministros que não sabem estar neste debate, não devem estar neste debate".
FONTE: PÚBLICO -- Se quer ver o vídeo da cena inaceitábel do sr. Pinho - ex-Ministro de Economia -, clique neste link
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389976&idCanal=12



quinta-feira, maio 15, 2008

Governante desrespeitador

(Clique na imagem - Galeria Açores)
Primeiro-ministrio
JOSÉ SÓCRATES

- que assinou Lei anti-tabaco -
foi apanhado a fumar às escondidas
desrespeitando a mesma Lei


Com a agenda carregada de incumbências, afazeres impostos pelos impostos num país onde a liberdade está a atolar-se, os pobres sofrem sanções impossíveis de serem cumpridas, aplicadas severamente com coimas impossíveis de serem canceladas por não se aceitarem justificações para as razões da prevaricação, por não se dar a oportunidade a um pobre trabalhador de explicar porque não cumpriu com a Lei e lhe foi aplicada uma coima tão elevada por não ter entregue a declaração do IRS no prazo estabelecido. Paga e não bufes é a ordem generalizada, sempre acima dos 100,00 Euros. Esta forma de actuar, porque o governo precisa de realizar receita para superar a crise financeira. Eu, francamente gostava de saber se o nosso primeiro-ministro Eng.º Sócrates, vai pagar alguma coima por fumar a bordo do avião em que viajou, recentemente, à Venezuela. Mais, me ocorre referir: se eu como cidadão não posso alegar desconhecimento da Lei para me proteger de situações criadas pela ignorância, fico revoltado quando o nosso primeiro-ministro, para justificar o facto de fumar sempre a bordo dos aviões, alegou desconhecer a lei e os regulamentos de bordo e… e admitiu que tinha violado a lei. Pediu desculpa aos portugueses e disse que ia deixar de fumar. (Vamos ver… é que é complicado. Eu posso afirmar pq deixei de fumar… mas foi muito complicado mesmo). Engraçado, no meio de tudo isto é que desconhecia a Lei e os Regulamentos mas foi fumar às escondidas… que verdade está a ser camuflada? Ou eu sou muito burro… ou sou um maldizente? Mais: E, se nas Finanças não aceitaram que eu justificasse e pedisse desculpa por não ter entregue a declaração do IRS e aplicaram-me coima de 150,00 Euros, não será óbvio que o primeiro-ministro devia pagar a coima respectiva, já que se preza ser um bom político? Se assim é, o elementar bom senso impõe que lhe seja aplicada a coima prevista na Lei, assim como à TAP. A Lei não confere excepções aos pobres trabalhadores… também as não devam conferir aos burgueses governantes. A democracia portuguesa perdeu valores importantes que nem os “impostos” pedidos das desculpas apresentadas, podem servir para a salvaguardar, só porque se trata do primeiro-ministro de Portugal.