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sexta-feira, maio 09, 2008

ANGOLA - BOB GELDOF


Uma afirmação gratuita, intencional e paga pela oposição ao governo angolano, de JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS. Cada um é o que é e acho que tem o direito de se manifestar livremente, mas com respeito, sem necessidade de usar termos insultuosos. Há muitas formas de se levantar o dedo, principalmente em assuntos diplomáticos. Eu penso assim, porque nunca deixei de manifestar as minhas opiniões e nunca deixei de levantar meu dedo, fazendo crítica construtiva. Mesmo quando em Angola exerci um jornalismo radiofónico. Respeito este conceito. Por isso também aqui estou a manifestar-me, sobre o que BOB GELDOF, reconhecido mundialmente como um dos mais “mal-educados” por não hesitar em dizer asneiras em público para mostrar o seu ponto de vista. (Ref.ª WIKIPEDIA: Bob Geldof é um dos homens mais reconhecidos e admirados pelo mundo – e também um dos mais "mal educados", não hesitando em dizer asneiras em público sempre que isso fosse necessário para mostrar o seu ponto de vista.

  • PONTO DE VISTA - Ora o seu ponto de vista é bem conhecido, e por muito que se lhe gabem os feitos na Etiópia, até hoje eu nunca vi nenhum relatório ou extracto de cc que me mostrasse para onde foram os milhões angariados em nome da fome na Etiópia. Quantas crianças engordaram ou quantas continuam a morrer (?) naquele país africano. Será que se esqueceu do seu “ponto de vista” e dos que continuam, na Etiópia a travar lutas contra a fome? Que fachadas… meu Deus! Bastou-lhe mitigar alguns e autoproclamar-se defensor dos “infelizes famintos”? Acho que deveria ter continuado sempre com a Etiópia, até conseguir erradicar ali a fome. Mas ficou-se por ali… e desandou para outras paragens… oportunistamente a fazer-se passar por filantropo. Bela carreira ele decobriu. Ao menos não precisa de dar dinheiro a ganhar a empresários e vai-se governando aureolado pelo “altruísmo” das suas ideias levando instituições como o Banco Espírito Santo a irem na conversa do humanismo badalado por esse Mundo do seguidismo.
  • BOAS INTENÇÕES -E, sem mais nem aquelas, Angola caiu-lhe no goto. E Angola caiu na arriosca patrocinada pelo Banco Espírito Santo, instituição que de boas intenções promoveu a famigerada conferência de imprensa, em Lisboa, onde o desconchavo aconteceu. Uma lição que os responsáveis da ideia aprenderam, para que no futuro saibam aperceber-se de com quem se metem em negócios.
  • HÁ MAIS PARA DIZER - Não disse tudo quanto pretendo. Mas um post não pode ser demasiado extenso. Voltarei breve com este assunto para demonstrar aspectos do progresso de Angola, que nada têm a ver com criminosos… a não ser que consiga saber qual foi a Empresa que construiu algumas casas em Luanda, por acordos com o governo de José Eduardo dos Santos, destinadas a famílias pobres, algumas das quais tiveram de ser destruídas porque foram consideradas impróprias para serem habitadas por seres humanos mas sim para bichos. As novas construções foram entregues a uma outra empresa.


    carlospereirangola@gmail.com


quarta-feira, maio 07, 2008

Angola

Manifesta má fé do músico Bob Geldof <

por ter proferido "afirmações injuriosas"

O activista Bob Geldof não teve pejo em direccionar duras acusações ao regime de Angola, ontem em Lisboa, que acusou de "criminosos". O organizador do "Live Aid", que falava numa conferência sobre "Desenvolvimento Sustentável", afirmou que as "casas mais ricas do mundo [em construção] na baía de Luanda são mais caras do que em Chelsea e Park Lane", duas das zonas mais chiques de Londres. "Angola é gerida por criminosos que permitem estas disparidades, quando o país tem potencial para ser um dos países mais ricos do mundo", disparou.

Desagradado com toda a situação, o representante diplomático de Angola em Lisboa, o embaixador Assunção dos Anjos, terá abandonado a sala da conferência. Ao final do dia, a embaixada angolana em Lisboa reagiu às declarações, em comunicado, condenando as declarações do músico, classificando-as de "manifesta má fé". Já o Banco Espírito Santo, organizador da conferência em parceria com o semanário Expresso, também em comunicado, distanciou-se "formal e inequivocamente" das "afirmações injuriosas" que Geldof proferiu no evento.