Mostrar mensagens com a etiqueta HONORAUTO SILVA. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta HONORAUTO SILVA. Mostrar todas as mensagens

sábado, outubro 25, 2008

Petro quer festejar
título na Cidadela

Texto: Honorato Silva
Com o Petro de Luanda quase campeão, sete anos depois da última conquista, as atenções do Girabola'2008, estão centralizadas na luta pela fuga da zona de despromoção, que tem o Benfica do Lubango praticamente condenado, a duas jornadas do fecho da competição. Apenas um gracejo competitivo retira o Petro da rota do título, numa altura em que o 1º de Agosto, seu arqui-rival, dá mostras de não possuir fôlego para discutir o ceptro até à meta. Os militares do Rio-Seco se desmobilizaram ainda a meio da segunda volta, com o sucessivo desperdício de pontos.Premiado pela sua eficiência na abordagem das partidas, a formação petrolífera orientada pelo português Bernardino Pedroto ficou a um escasso ponto da consagração, depois do empate com sabor a vitória frente aos militares, no último clássico.Enquanto o Petro de Luanda mostrou vontade de vencer, o 1º de Agosto, às ordens do também luso Vítor Manuel, fingiu discutir os três pontos para não perder, daí a fuga da partida ao intervalo. Aos receios do adversário, os tricolores responderam com uma postura avassaladora, inclinando o campo no sentido da baliza à guarda de Ângelo, a melhor unidade dos rubro negro.No entanto, a tarefa dos tricolores na penúltima jornada não se afigura fácil, porque o Desportivo da Huíla promete assegurar a permanência na competição em plena Cidadela, reduto inexpugnável para a formação do Eixo-Viário.Após derrotar domingo em casa o FC Bravos do Maquis, Agostinho Tramagal, técnico angolano referenciado pela sua habilidade na arrumação táctica, apimentou as conjecturas feitas em torno da partida, ao afirmar que os militares huilanos estarão em Luanda para ganhar o Petro, numa espécie de resposta a Pedroto, na contagem do que resta para a festa do título: “agora basta vencer o Desportivo”.A fugir do espectro da despromoção estão igualmente Interclube, campeão destronado, FC Bravos do Maquis, Kabuscorp do Palanca, Sagrada Esperança e Petro de Luanda, ao passo que Recreativo do Libolo, grande sensação do campeonato, Santos FC e Benfica de Luanda assinam uma época digna de elogios.

sábado, março 01, 2008





GIRABOLA
“o seu a seu dono”

Com JORNAL DE ANGOLA
Honorato Silva

Produto de um despacho da então Secretaria de Estado da Educação Física e Desportos (SEFD), o Gi­rabola é, desde 8 de Dezembro de 1979, a competição mais nacional do país. Pelo fascínio que faz do futebol a modalidade rainha no mundo, a prova ocupa um espaço privilegiado no mosaico desportivo angolano.Baptizado antes de nascer, herdando o nome dado em 1972 ao antigo Estadual da I Divisão da Província Ultramarina de Angola, por Rui de Carvalho, uma referência do Rádio-Jornalismo angolano, o Girabola assinala este ano a sua trigésima edição.

Assinado por HONORATO SILVA, o JORNAL DE ANGOLA publicou um artigo onde se comete um lapso que, por me dizer respeito, me vejo na obrigação de aclarar, para que as coisas fiquem devidamente colocadas no seu lugar. O seu a seu dono.
O nome de GIRABOLA, foi criado num período em que dois jornalistas angolanos se empenharam em plena época colonial, em angolanizar o desporto em tudo o que pudesse eliminar nomes e termos ligados ao passado, numa perspectiva de independência que chegaria mais cedo ou mais tarde. Esses dois jornalistas foram: CARLOS PEREIRA e RUI CARVALHO. Esclarecendo: eu e o Rui. A origem vem de GIRAMUNDO, programa radiofónico da Rádio Luanda. Nós formámos um grupo coeso, que se transformou numa equipa famosa em várias frentes. Cito as mais importantes:
Rádio Clube de Angola (Bola Branca), Rádio Ecclésia (Bola Branca e Relatos), Rádio Comercial da Huila (Nocturno e Relatos) Rádio Luanda, Emissora Oficial de Angola (Primeira Mão) e, ainda, jornais A PALAVRA, O COMÉRCIO e O PLANALTO. A referida equipa era formada por José Moreira e António Rebelo (O Comércio), Abel Neves (Rádio Clube de Angola), Emídio Rangel (Nocturno – RCH), Couto Cabral (RL) e Fernando Santos (EOA, Huambo). Como elos especiais nós contávamos com os apoios de Manuel Rabelais (hoje Ministro da Informação), Hermínio Escórcio (algures pelas Embaixadas de Angola) e de outros, poucos, de pouca influência mas que de qualquer modo também se prontificaram sempre em ajudar quando deles precisámos.
Foi um período complicado. Tínhamos à perna a PIDE e alguns jornalistas que não alinharam com as nossas convicções. Lembro-me de Rebelo Carvalheira (Província de Angola e A BOLA), que, numa entrevista que fez ao treinador ANTÓNIO OLIVEIRA – na hora em que deixou de ser treinador do Mambrôa (Huambo), atacou o nosso grupo, citando o nome de Rui Carvalho, a quem apelidou, grosseiramente, de “terrorista” para encapotar alguns fracassos no Girabola. Também Oliveira Campos, não tão acentuadamente e, talvez, por estar a laborar ao lado de Carvalheira, não alinhou na descolonização do desporto angolano. Nos tempos de agora, já escreve “Girabola”… e ainda bem. Havia mais…mas nem vou perder tempo a enumerar os “lindinhos”.
Dada a oportunidade que este artigo do Honorato me concede, quero ainda deixar aqui um outro aspecto da nossa luta. Respigo uma das passagens para mostrar as alterações que fizemos aos nomes dos clubes:
O Estadual de Luanda, designação cujo espaço foi tomado pelo termo Girabola, arrancou com 12 equipas, designadamente Sporting de Luanda, Independente de Porto Alexandre, Sport Huambo e Benfica (Mambrôa), Portugal de Benguela (Coringas), Recreativo da Cáala, Lubango e Benfica (Cacholas), Futebol Clube do Moxico, Clube Desportivo Ferrovia de Nova Lisboa (Kurikutelas), Dinizes de Salazar (Diabos de N'dalatando), Sporting de Benguela e Ara da Gabela.
Destaquei entre parêntesis os nomes que nós atribuímos. Quanto à Selecção, era mesmo PALANCAS NEGRAS, mas aos seleccionados, nós apelidámos de “Barões do Futebol Angolano). Um vocabulário diferentes, de que nos orgulhamos muito e que eu lamento não ter a felicidade de ter comigo o meu grande amigo Rui Carvalho, um valor ímpar que não teve quem compreendesse o quanto de belo ele pretendeu para a nossa Angola, quando desempenhou funções como director-geral da Rádio Nacional, da TPA, como governador de Luanda e na SONANGOL.
Muito mais teria para contar: Etapas de fascículos que bem poderiam enriquecer a História do Desporto Angolano e do Jornalismo-desportivo, gerados durante o período próximo da independência, após o 24 de Abril e, principalmente, após o 11 de Novembro de 1975. Fica para quando me espevitarem a memória novamente. Porei a verdade dos factos.
Ao Honorato Silva, o meu aceno de perfeita camaradagem e entendimento pelo lapso.
Kandandus. – Carlos Pereira
Para quantos quiserem ler o artigo completo inserido no JORNAL DE ANGOLA, AQUI FICA O LINK para o artigo subordinado ao título
Girabola sai do gabinete para substituir Estadual de Angola



EM ANGOLA DESPORTO

NÃO É SÓ "GIRABOLA"