Militares portugueses confirmam acordo com Unita antes da independência de Angola Nota: - Este artigo não só confirma quanto se sabia na época mas que, sempre foi negada a razão ao MPLA, assim como se atacou o único movimento que defendeu os interesses do povo angolano. Mas havia alguma dúvida de que a Unita foi criada com o apoio do Governo Português? Marcelo Caetano, no seu livro até deu a entender isso mesmo. Ou as cores escolhidas são uma coincidência? verde, vermelho e amarelo? O galo (Barcelos) também é? E no Huambo, quando a Unita com a conivência do Governo português -, meteu num Dakota da DTA (TAAG) os cérebros do MPLA, Albano Machado, Joaquim Kapango, Comandante Carlos e os levou para o Kuito onde foram assassinados com requintes de malvadez? E, ainda, a integração dos FLECHAS do tempo colonial, no Leste, nas fileiras da Unita? Mas, tudo isso era sabido e só os colonos portugueses que acreditaram na neocolonização, e numa divisão de Angola, é que era seguidores do famigerado Savimbi. Bem... a verdadeira história ainda não está escrita. E, porque seria que Portugal foi o último país a reconhecer ANGOLA INDEPENDENTE? Que pena... não terem alinhado ao lado do povo angolano. Hoje estariam com privilégios numa ANGOLA LIVRE E EXEMPLAR EM ÁFRICA! - Carlos Pereira Fonte: RTP - Televisão Portuguesa O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) sempre o disse, mas os seus opositores diziam tratar-se de propaganda. Agora, oficiais portugueses confirmam: a Unita, principal partido angolano da oposição, tinha um acordo de tréguas com o exército colonial, antes da independência do país, em 1975. O general Bettencourt Rodrigues, comandante da Zona Leste de Angola de 1970 a 1973, confirmou à Rádio Televisão Portuguesa (RTP) que ele próprio assinou um acordo de tréguas entre a Unita e o exército colonial português, em 1972. Nos termos desse acordo, as tropas portuguesas comprometeram-se a não atacar a Unita numa área à volta da cidade do Luso (hoje Luena), no leste de Angola, enquanto a referida organização recebeu a missão de atacar os guerrilheiros do MPLA, que tentavam estender a luta de libertação do leste para o sul do país. As declarações do general português constam do 17.º episódio da série televisiva 'Guerra Colonial', da RTP, produzida pelo realizador Joaquim Furtado, transmitido esta quarta-feira. O jornal 'O Público', que fez uma pré-publicação das mesmas, acrescenta que o acordo de tréguas foi assinado, pela parte da Unita, por Clemente Jambo e Sabino Sandale. Este último, assim como ex-chefe do estado-maior da Unita, Samuel Chiwale, negam. Todos os pormenores do acordo – que foi revelado em primeira mão pela revista Afrique-Asie, logo depois do 25 de Abril de 1975 – foram contados com detalhes, no episódio daquela série televisiva, por outros oficiais portugueses envolvidos, como o general Fernando Passos Ramos, o general Costa Santos, o ex-alferes miliciano Benjamim Fernando Almeida e o antigo capitão médico Rolão de Carvalho. O episódio inclui ainda o depoimento do general Costa Gomes, que era o chefe das tropas portuguesas em Angola naquela época e que chegou a ser Presidente da República em Portugal depois do 25 de Abril, confirmando tudo. Ele disse que o acordo poderia mesmo ter conduzido à nomeação de Jonas Savimbi, então líder da Unita, como governador da província do Bié. Esta aliança foi frustrada pelos acontecimentos. Depois do 25 de Abril, que pôs fim ao salazarismo e ao colonialismo português, a independência de Angola foi proclamada em 1975 pelo MPLA, que instituiu um regime de partido único. A Unita iniciou uma guerra, com o apoio dos Estados Unidos e do regime do apartheid sul-africano. Em 1991, o governo e a Unita assinaram um acordo de paz, que levou à realização de eleições em 1992. Essas eleições foram ganhas pelo MPLA, que, portanto, continuou no poder. A Unita retomou a guerra, que apenas terminou em 2002, depois da morte em combate de Savimbi nas matas do Moxico. Em 2008, foram realizadas novas eleições vencidas outra vez pelo MPLA. |
sexta-feira, maio 08, 2009
ENTÃO ERA MENTIRA?
domingo, dezembro 30, 2007
Ontem eu nasci: era 1930
Hoje eu estou aqui: é 2007Amanhã estarei lá: será 2008
Nem me perguntem o que é que eu ando fazendo neste Mundo que Deus nos deu. Mas eu posso responder simples: vivi tudo com a aceitação própria de quem é pobre e sabe que tem de trabalhar, sempre e sempre, na esperança que nunca morre (corriqueiro mas bom de dizer…) e que, continua a ser a minha razão de me sentir ser humano, que espera o melhor que Deus me quiser dar. Fui educado no tempo em que na mesa da refeição não há brincadeira. O ritual é respeito. Para sair da mesa, só depois de autorizado pelo Pai. Estopada, mesmo nesse tempo de minha infância em que eu já me atrevia a querer ser homem… prematuramente. Absoluto. Impraticável nos dias de hoje com filhinhos a gritar “não quero, não gosto… que porra de sopa é esta”. Nos estudos fui um cábula. O que hoje sei e sou… devo-o a alguns companheiros de trabalho que souberam me entender. Sempre soube aprender com os outros e repescando saberes onde eles estavam. Sou um autodidacta. Já morri algumas vezes no escrever dos outros e nos dizeres de outros que se distanciaram e foram mal informados. A morte me visitou várias vezes é certo, em momentos que de mim exigiram muita reflexão e ponderação para não me lançar no precipício que eu via na minha frente. Doze anos em zona de guerrilha (traiçoeira…) entre 1975 e 1989, deram-me maturidade e possibilidade de ultrapassar meu obscurantismo político. Além dessa vertente importante, foi o período em que longe da cultura geral sem ler livros, sem actualidade, sem tempo para lazer, pensando, apenas, no trabalho, na luta quotidiana pela estabilidade laboral e pessoal-familiar, repito, foi o período em que mais enriqueci meu ego humano. Aprendi muito com a ignorância de um povo inerte, irreverente nas raízes culturais, surpreendido com a abertura que a independência de Angola lhes concedeu, sem entenderem os confrontos entre indígenas, a morte que enlutou milhares de angolanos… vítimas da ganância de interesses estrangeiros que subsidiaram os movimentos fantoches angolanos e alguns pseudo-angolanos chefiados por pessoas que me pareceram ter problemas psíquicos graves. Mas, sinceramente, com as crianças que começavam a falar após o 11 de Novembro de 1975 – Dia da Independência de Angola -, com quem me cruzei e vivi largos momentos é que eu me reconheci, melhor descobri que dentro de mim havia um outro ser adormecido, ignorante e desconhecedor das verdades severas da infância de um povo a crescer sem condições e longe da civilização onde se estuda e aprende a ser alguma coisa na vida. É simplesmente maravilhoso mas confrangedor, falar com um ser humano sem maldade… puro. Dar uma amêndoa a um miúdo nessa situação, que tem medo de aceitá-la e se afasta por recear que seja um engenho explosivo… dá para sintetizar as almas das crianças angolanas com quem eu aprendi a voltar a ser criança.
Fico-me por aqui neste momento em que verifico que minha mente se extravasou e ultrapassou os limites próprios dos textos de um post. Alonguei-me demasiado: 3500 caracteres… chega, por hoje. Adolescência, formação humana e vivência renasceram neste "ao correr da pena". Acredito que um dia destes, talvez, me sinta capaz de continuar a dar largas às memórias que estão enraizadas na minha massa cinzenta. E, elas são tantas!
sábado, novembro 10, 2007
Efeméride
11 de Novembro
11 de Novembro de 1975. Luanda – 21h00 – Estava eu nos Estúdios Centrais da Rádio Nacional de Angola. A todo o momento haveria a ligação directa para a transmissão directa do acto da proclamação da independência. Sebastião Coelho fazia a reportagem em directo e anunciava a presença do Camarada Presidente Dr. Agostinho Neto na tribuna, ladeado pelas mais altas individualidades internacionais, especialmente presentes num gesto de apoio e solidariedade com a luta travada pelo MPLA. A ausência de um representante de Portugal – país colonizador de mais de 500 anos -, era registada. Falou-se de que um avião militar português, estava a caminho de Luanda com a comitiva de Portugal, mas que fizera o voo de regresso imediato a Lisboa, por achar que as condições de aterragem não ofereciam confiança, dado o tiroteio que se registava nos arredores (Caxito).
Houve quem afirmasse que essa delegação portuguesa estava convencida de que a independência seria proclamada pró Jonas Savimbi que, naquela mesma ocasião e com o apoio das Forças Armadas da África do Sul, procurava entrar em Luanda, avançando pela faixa Sul (Porto Amboim, Gabela..) enquanto Holden Roberto, com apoio norte-americano e de Mobuto (Zaire) lutava já às portas de Luanda com as FAPLA e o apoio internacional de Forças Cubanas. O avião português, segundo se divulgou dias depois, acabou por aterrar no Huambo, onde a UNITA de Jonas Savimbi se havia refugiado após ter sido escorraçado de Luanda, ali proclamando uma independência fantoche. Verdades que se confirmaram posteriormente, dado os acordos firmados com o governo de Marcelo Caetano, “fundador” da UNITA, com o objectivo de combater o MPLA, no Leste angolano, onde Daniel Chipenda comandava uma força clandestina contra o governo português.
Horas depois, o eco dos rebentamentos dos famosos mona-cachitos, que a todos os minutos de ouviam, não conseguiu abafar e muito menos impedir a concretização da proclamação da Independência pela voz de
A ANGOP, referiu-se à efeméride deste modo:
Passaram 32 anos… dos quais cinco em plena estabilidade militar.
O Acordo de Paz celebrado entre o Governo e a UNITA, a 4 de Abril de 2002, fez surgir a esperança de uma verdadeira paz no país e dar espaço a recuperação económica e social, tendentes à melhoria progressiva do nível de vida da população.
O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, na sua mensagem de Fim de Ano em 2004, disse que “esse sonho de bem-estar e progresso constante, para ser realizado, exige de todos nós um trabalho árduo e longo. Esse trabalho poderá durar décadas, mas o importante é começar, persistir e definir correctamente o rumo e os meios para lá chegarmos”.
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E EM QUE SE TRAÇAM OS LIMITES DO NOSSO PENSAR E SENTIR
Virgílio Ferreira
CARLOS PEREIRA
(TEL. 00351969504797)
Início 1949: RCA, Luanda - 2009: O JOGO e RNA RADIO 5)
Jornalista angolano no diário desportivo
"O JOGO"em Lisboa (Portugal).
TRAJECTÓRIA EM ANGOLA:
Diário de Luanda, Rádio Clube de Angola,Rádio Clube de Benguela, Emissora Oficial de Angola
O Comércio, Província de Angola,Voz de Luanda, Rádio Press, Rádio Ecclesia
(Programas Donas de Casa de Angola e Desportivos)Café da Noite, Estúdios Norte, Luanda-64, O Planalto, Notícia, A Palavra,
Emissora Oficial de Angola (Delegado no Huambo), ETP- Estúdios Ténicos de Publicidade e RNA - Emissora Regional do Huambo (Director Regional).
NO ESTRANGEIRO:
Produções Lança Moreira,Rádio Clube Português, Campeonato Mundial de Hóquei em Patins para RCAngola (Porto, Junho de 1956)
(Portugal, Janeiro a Agosto - 1956), Campeonato Mundial de Futebol(1986,JUlho, no México, para a RNA),Mundipress (Lisboa, 1989),
Notícia Ilustrada e Impress-4 (Lisboa, 1992) Jornal "O CORREIO" (2000)
EM 2008 - Correspondente da RNA - RÁDIO 05 (Luanda)
REGISTOS ESPECIAIS
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PARA MEDITAR:
(Kota Kalikas)
Things happen wrong to force people to look for things certain
(Kota Kalikas)
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