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domingo, setembro 20, 2009

ANGOLA

Faleceu Francisco Costa Andrade - Ndunduma



Francisco Fernando da Costa Andrade, também conhecido pelos pseudônimos de Angolano de Andrade, Nando Angola, Africano Paiva, Flávio Silvestre, Fernando Emilio, Ndunduma e Ndunduma wé Lépi, este último, nome de guerra adotado nos tempos da guerrilha no Leste de Angola, durante os idos anos 60 e 70, era natural do Lépi, localidade situada na actual província Huambo, onde nasceu em 1936. Fez os estudos primários e liceais na cidade do Huambo e Lubango. Por razões que se prendiam com a falta de universidades ou outras escolas superiores na Angola colonial, como acontecia na generalidade com os jovens da sua geração, Costa Andrade encontrava-se em Portugal, nas décadas de 40 e 50, com o objetivo de, em Lisboa, realizar estudos de Arquitetura. Com Carlos Ervedosa, foi editor da Coleção Autores Ultramarinos da Casa dos Estudantes do Império, que desempenhou um papel decisivo na divulgação das literaturas africanas de língua portuguesa, especialmente da literatura angolana. Foi deputado, pelo circulo Nacional, pelo MPLA.

No link que aqui deixo - repasso do blog "PENSAR E FALAR ANGOLA" -, nova página onde VERA LÚCIA DE OLIVEIRA desenvolve um trabalho minucioso e grande valor cultural angolano, que vale a pena ler, apreciar e fixar. Obrigado! C. Pereira

sexta-feira, maio 08, 2009

ENTÃO ERA MENTIRA?



Militares portugueses confirmam
acordo com Unita
antes da independência de Angola

Nota: - Este artigo não só confirma quanto se sabia na época mas que, sempre foi negada a razão ao MPLA, assim como se atacou o único movimento que defendeu os interesses do povo angolano. Mas havia alguma dúvida de que a Unita foi criada com o apoio do Governo Português? Marcelo Caetano, no seu livro até deu a entender isso mesmo. Ou as cores escolhidas são uma coincidência? verde, vermelho e amarelo? O galo (Barcelos) também é? E no Huambo, quando a Unita com a conivência do Governo português -, meteu num Dakota da DTA (TAAG) os cérebros do MPLA, Albano Machado, Joaquim Kapango, Comandante Carlos e os levou para o Kuito onde foram assassinados com requintes de malvadez? E, ainda, a integração dos FLECHAS do tempo colonial, no Leste, nas fileiras da Unita? Mas, tudo isso era sabido e só os colonos portugueses que acreditaram na neocolonização, e numa divisão de Angola, é que era seguidores do famigerado Savimbi. Bem... a verdadeira história ainda não está escrita. E, porque seria que Portugal foi o último país a reconhecer ANGOLA INDEPENDENTE?

Que pena... não terem alinhado ao lado do povo angolano. Hoje estariam com privilégios numa ANGOLA LIVRE E EXEMPLAR EM ÁFRICA! - Carlos Pereira

Fonte: RTP - Televisão Portuguesa

O MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) sempre o disse, mas os seus opositores diziam tratar-se de propaganda. Agora, oficiais portugueses confirmam: a Unita, principal partido angolano da oposição, tinha um acordo de tréguas com o exército colonial, antes da independência do país, em 1975.


O general Bettencourt Rodrigues, comandante da Zona Leste de Angola de 1970 a 1973, confirmou à Rádio Televisão Portuguesa (RTP) que ele próprio assinou um acordo de tréguas entre a Unita e o exército colonial português, em 1972.

Nos termos desse acordo, as tropas portuguesas comprometeram-se a não atacar a Unita numa área à volta da cidade do Luso (hoje Luena), no leste de Angola, enquanto a referida organização recebeu a missão de atacar os guerrilheiros do MPLA, que tentavam estender a luta de libertação do leste para o sul do país.

As declarações do general português constam do 17.º episódio da série televisiva 'Guerra Colonial', da RTP, produzida pelo realizador Joaquim Furtado, transmitido esta quarta-feira.

O jornal 'O Público', que fez uma pré-publicação das mesmas, acrescenta que o acordo de tréguas foi assinado, pela parte da Unita, por Clemente Jambo e Sabino Sandale. Este último, assim como ex-chefe do estado-maior da Unita, Samuel Chiwale, negam.

Todos os pormenores do acordo – que foi revelado em primeira mão pela revista Afrique-Asie, logo depois do 25 de Abril de 1975 – foram contados com detalhes, no episódio daquela série televisiva, por outros oficiais portugueses envolvidos, como o general Fernando Passos Ramos, o general Costa Santos, o ex-alferes miliciano Benjamim Fernando Almeida e o antigo capitão médico Rolão de Carvalho.

O episódio inclui ainda o depoimento do general Costa Gomes, que era o chefe das tropas portuguesas em Angola naquela época e que chegou a ser Presidente da República em Portugal depois do 25 de Abril, confirmando tudo. Ele disse que o acordo poderia mesmo ter conduzido à nomeação de Jonas Savimbi, então líder da Unita, como governador da província do Bié.

Esta aliança foi frustrada pelos acontecimentos. Depois do 25 de Abril, que pôs fim ao salazarismo e ao colonialismo português, a independência de Angola foi proclamada em 1975 pelo MPLA, que instituiu um regime de partido único.

A Unita iniciou uma guerra, com o apoio dos Estados Unidos e do regime do apartheid sul-africano. Em 1991, o governo e a Unita assinaram um acordo de paz, que levou à realização de eleições em 1992.

Essas eleições foram ganhas pelo MPLA, que, portanto, continuou no poder. A Unita retomou a guerra, que apenas terminou em 2002, depois da morte em combate de Savimbi nas matas do Moxico.

Em 2008, foram realizadas novas eleições vencidas outra vez pelo MPLA.

quarta-feira, setembro 10, 2008

Histórico!
Hegemonia
MPLA








COMENTÁRIOS?
SERÁ MESMO PRECISO ? ...
SERÁ QUE FICARAM CONVENCIDOS ?
DE UMA VEZ POR TODAS ?



domingo, setembro 07, 2008

A SEMANA ONLINE:
vous a envoyé un article




O MPLA lidera, com mais de 80 por cento, a contagem dos votos nas eleições legislativas de sexta-feira. A UNITA, o segundo partido mais votado, perde mesmo no Huambo, na Huíla e no Bié, províncias tidas no passado como seu bastião politico.

De acordo com a Angop, o MPLA vai na frente da contagem de votos das legislativas de sexta-feira, com 2.532.282 (81,65 porcento), conforme projecção de resultados provisórios de hoje, domingo, contra 329.505 (10,59 porcento) da UNITA. Estes dados, diz aquela agência, foram colhidos até às 07h45 locais e ao longo do dia serão actualizados, com tudo a apontar para uma clara vitória do MPLA.

Nos primeiros resultados provisórios apresentados às zero horas deste domingo, o MPLA obteve um milhão 738 mil 208 votos (81,73 porcento), a UNITA - 223 mil 939 votos (10,53 porcento), PRS 66 mil 147 votos (3,11 porcento) e FNLA - 24 mil 525 votos (1,15 porcento).

E, ao que tudo indica, a possibilidade de haver a repetição das eleições em Luanda, devido à desorganização que se verificou na sexta-feira neste que é o principal círculo eleitoral de Angola, conforme reclamação da UNITA e outros partidos da oposição, está descartada. A ideia é refutada por vários sectores da sociedade angolana, para quem os problemas surgidos na sexta-feira foram corrigidos com o “prolongamento” da votação ontem, sábado, conforme o previsto pela lei.



domingo, agosto 24, 2008

Eleições
angolanas




É MESMO O MELHOR VOTO.
GARANTE FUTURO RISONHO A MÉDIO PRAZO!NÃO ABRE A PORTA A AVENTUREIROS!
(Foto copiada na Internet)


sábado, março 29, 2008

LUANDA
terra minha


Após a independência de Angola, o país continuou a sofrer a destruição encetada pela UPA, FNLA e UNITA - então apoiados pelo Congo de Mobutu, Estados Unidos da América, China, Portugal e África do Sul, na efémera ganância de derrubar o MPLA, então presidido por Agostinho Neto -, e continuou porque, principalmente, a UNITA, liderada por Jonas Savimbi, primeiro com actos terroristas, depois com guerrilhas e, ultimamente, mais com um tipo de Guerra Civil, destruiu tudo o que teve na mira, sem olhar, seriamente, para o que estava a fazer.
E, hoje, Angola ainda mostra as feridas causadas. A reconstrução do país está em curso notando-se o esforço que o governo desenvolve nesse sentido, nesse território imenso. A destruição foi imensa. A capital, Luanda, não sofreu danos dessa guerra - a que teimosamente, se entendeu chamar de Civil -, mas durante os anos de subversão de uma das etnias a que Savimbi pertencia -, a capital viveu sempre em paz (vigilante) e só após a morte do “vendedor da Pátria” apanhando pelas FAPLA, a reconstrução da minha terra natal, ganhou uma dimensão impressionante, sendo uma atracção para algumas das maiores empresas mundiais (e não só...) de contrução civil. Entre outras, aqui deixo mais duas fotos (origem no site da Associação dois Estudantes de Nova Lisboa) que comprovam esse crescimento impressionante, da cidade africana que, em pleno 2008, deverá ser a cidade mais ambicionada para o desenvolvimento de capitais. -

segunda-feira, fevereiro 04, 2008


4 de FEVEREIRO (1961)
Uma data que marca acontecimentos
da maior importância

Entre quantos acontecimentos que se associam a nomes imortais, citar todos só recorrendo a uma enciclopédia. Para isso mesmo, elas existem e, felizmente, hoje a disponibilidade que a internet nos oferece, possibilita a recolha de todos os quase todos os que reformularam o Mundo outrora oprimido em Mundo nosso e mais democrático. No link que aqui deixo, subordinado a este título EFEMÉRIDES DE 4 DE FEVEREIRO poderão confirmar quanto afirmámos. E não só... Vão, certamente corrigir algum conhecimento. Por exemplo, sabia que LUIS VAZ DE CAMÕES, nasceu neste dia e não a 10 de Junho, como se propala algumas vezes? Sabia que Mahatma Gandhi é libertado após ficar dois anos preso em Bombaim. E, sabia que foi neste dia, em Luanda (capital de Angola) que um grupo de meia duzia de angolanos assaltou as cadeias governametais, no Penedo, São Paulo e atacou a Esquadra da Polícia portuguesa, na Estrada de Catete? Pois é verdade. E, eu vivi esse dia em 1961. Não hoje, mas um dia em que tenha tempo para reviver com conhecimento de causa a época em que ANGOLA ALERTOU O MUNDO para a necessidade de Portugal, na data governado pelo fascista ditador Oliveira Salazar, negociar com o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) a Independência, penso que aqui ainda estarei para poder escrever quanto eu assiti. Simplesmente, as represálias foram severas para os angolanos. Mas, a causa revolucionária angolana venceu, lentamente, com muitas perdas e sacrifícios até ao ano de 1975, no dealbar de um Portugal democrático, graças à REVOLUÇÃO DOS CRAVOS, levada a cabo em 25 de Abril de 1974. A HISTÓRIA ainda não foi contada com todas as verdades. Mas será, um dia!



Após 32 anos de Independência... só há relativamete pouco tempo o governo angolano conseguiu concretizar objectivos de grande importância e progresso. Teve de esperara que a UNITA se convencesse que pela luta nunca venceriam. E Jonas Malheiro Savimbi, morreu. Foram muitas anos de lutas entre angolanos, com a Unita a destruir o País e a matar seus conterrâneos, que durante mais de 20 anos não deixaram o governo vencedor e eleito democráticamente pelo povo, enveredar pelos rumos hoje possíveis. A diferença do ontem para hoje, está nesta imagem em que se vêm os prédios da época da colonização e os da época da modernidade conseguida com a Independência - 11 de Novembro de 1975 -, que Agostinho Neto liderou ao lado do povo angolano.