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sexta-feira, setembro 19, 2008

Ordenamento da Baía
avança em Dezembro
A construção das principais infra-estruturas sociais do projecto de requalificação e reordenamento urbano da Marginal de Luanda, avaliada em 2,13 biliões de dólares, começa em Dezembro deste ano, soube ontem a Angop.Segundo a coordenadora do projecto, Catarina Sierra, o concurso internacional para a edificação da habitação, escritórios, comércio, hotéis, áreas turísticas e de lazer está já concluído. Neste momento, de acordo com ela, os trabalhos de limpeza ambiental da baía, numa área de 18 mil metros quadrados, encontram- -se na fase final. Aprovado em Setembro de 2007 pelo Conselho de Ministros, o projecto Baía de Luanda visa a construção de obras públicas e privadas ao longo de toda a zona marginal da Avenida 4 de Fevereiro, com medidas rigorosas de protecção do ambiente. Desde o início da obra (7 de Novembro), o “Projecto Baía” cumpriu já três fases, nomeadamente abertura do canal e constituição do aterro no prolongamento do Largo 17 de Setembro, recuperação e limpeza das estações de bombagem e do sistema de recolha de esgotos da Marginal, bem como os trabalhos de dragagem e aterro do local. A parte referente à construção de obras públicas, sem ónus para o Estado, está orçada em 113,6 milhões de dólares, que é o montante dos fundos próprios a serem suportados pelo investidor. A fiscalização do projecto está a cargo da Agência Nacional para o Investimento Privado (ANIP), Banco Nacional de Angola, ministérios das Obras Públicas e do Urbanismo e Ambiente e Governo Provincial de Luanda. Catarina Sierra revelou igualmente que o projecto é considerado inovador porque vai permitir à Marginal ter a sua actividade acrescida e suprir, na capital, a demanda de espaços imobiliários de alto nível. Financiada mediante empréstimos bancários, a empreitada, segundo a fonte, resume-se na abertura de novos parques de estacionamento com capacidade para mil e 600 viaturas, criação de espaços públicos de lazer, com áreas ajardinadas e arborizadas, bem como a recuperação das fachadas de alguns edifícios da Avenida Marginal e o seu arranjo paisagístico. No tocante às obras privadas, reafirmou estar prevista a construção de duas torres (uma com 37 pisos e outra com 24) para escritórios, comércio e habitação e outros dois edifícios para múltiplas funções, como hotel e centro de convenções, numa área de 122 mil e 581 metros quadrados.Prevê-se também a edificação de espaços para habitação, escritórios, comércio e empreendimentos hoteleiros, turísticos e de lazer na Ilha do Cabo, em terreno maioritariamente a ser conquistado à baía, num total de 965 mil e 729 de metros quadrados.

sexta-feira, agosto 01, 2008

PROJECTO
BAÍA DE LUANDA

(ÚLTIMO SLIDE)
LEGENDA:
O mandato que nos foi conferido estabelece que cabe à entidade promotora a responsabilidade de garantir a viabilidade financeira do projecto, propondo as formas de compensação necessárias. Adoptámos, por isso, uma concepção inovadora e moderna de financiamento, que não só proporcionará à entidade promotora os meios para garantir a exequibilidade do projecto na íntegra e realizar as obras públicas de grande envergadura, mas também assegurará à cidade importantes mais-valias:
Propomos criar na Baía, através da recuperação das areias de dragagem, duas pequenas ilhas, que ficarão disponíveis para urbanização. Projectamos a construção, sujeita a restrições de densidade e altura, de edifícios de escritórios de grande qualidade, um hotel, apartamentos e moradias nessas novas ilhas, que ocuparão apenas quarenta e sete hectares de um total de mil e novecentos hectares que constituem a Baía – ou seja, menos de três por cento da área total da Baía, num local em que a água, na maré baixa, não passa do joelho.

Adenda: Esta será uma, entre outras dezenas, das maiores obras até hoje realizadas na capital angolana, LUANDA, e que levantou alguma polémica sem qualquer outra justificação que não seja a da pura inveja... Petróleo não cai do céu! Governar um país tão grande, com carências de quadros e a inexperiência de alguns sectores, não é tarefa fácil. Outros países, por exemplo, Portugal, que cabe lá catorze vezes e meia, com o mesmo tempo de democracia - e sem petróleo, claro -, e já com vários governantes de tendências políticas opostas, não conseguiu sair da cepa- torta, e ainda enfrenta problemas graves com segurança, saúde, ensino, prostituição, corrupção, justiça ... emfim, e com um descontentamente do povo - na verdadeira acepção de valores sociais. Há, sim , problemas graves em Angola, mas, deixem governar quem está, porque os vindouros não vão conseguir cumprir promessas... eleitorais alimentadas pela ânsia de poder, e o que estão, já muito fizeram fora de Luanda... uma cidade que albergou milhares e milhares de furagidos da guerra que por lá vão ficando, infelizmente. - carlospereirangola@gmail.com



quinta-feira, julho 10, 2008

LUANDA SINGULAR


PROJECTO BAÍA DE LUANDA


(Continuação - V)
LEGENDA CINCO:
Desenvolvimento proposto e aprovado
ADENDA: DESNVOLVIMENTO proposto, cobre toda a zona da baia, desde o porto marítimo até zona da ponta da ilha: 800.000 metros quadrados.As zonas verdes são as que referenciam as chamadas SENHAS a que me referi já.



E que dizer deste projecto denominado
TORRE CAPITAL TOWER?
Simplesmente lindo e arrojado. Tem 50 pisos e destina-se a ser utilizado com zonas comerciais.
Autoria: José Soalheiro, Teresa Castro
Associados e Arquitectos, Lda.


quarta-feira, julho 02, 2008

PROJECTO BAÍA DE LUANDA


(Continuação - IV)
LEGENDA QUATRO:
Extensão calculada de sedimentos contaminados

ADENDA: As zonas marcados com esta cor, fazem parte da Marginal, junto à rotunda da entrada para a Ilha e as que estão na baía, correspodem às sengas *que eu bem conheço desde os meus tempos em que fazia fugas às aulas e atravessava a nado a baía com meus companheiros de desgraça. Ai, nessas sengas, de enorme extensão, nós nem podíamos nadar naquela zona por a água não ter altura suficiente para flutuar, mesmo nos momentos de maré cheia. Havia, problemas para caminhar lá, dado que havia muitas conchas, mabangas, e as famosas violas e raias. Grandes perigos... pois tanto as violas como as raias, se as pisássemos, ou nos aplicavam uma chicotada com o rabo onde têm um espeto com se defendem e é venenoso, ou, nos aplicavam uma descarga eléctrica de tal intensidade que muitas vezes a perna ficava paralisada.

*SENGA - termo que os angolanos usam para definir um baixio; talvez por estar cheio de cascas da mabangas deixadas pelos pescadores que ali iam retirar o miolo para servir de isca e não só, também, para certos pratos da gastronomia dos ilhéus, sendo , por isso, um amontoado de restos que se lhe atribuiu esse nome que também é usado no Brasil.


A PROPÓSITO...
vejam
aqui outro grande empreendimento angolano


O consórcio liderado pela Mota-Engil Engenharia está a construir em Luanda o empreendimento Torres Atlântico que, para além da volumetria, se destaca pelos elevados e ímpares índices de segurança, sem paralelo em Angola. Ao contar com a presença de vários especialistas de segurança – um gestor de segurança do empreiteiro geral, um técnico indicado pelo Developer e um consultor designado pelo dono de obra – a empreitada, junto à marginal (Av. 4 de Fevereiro), não poderia deixar de contemplar um enfoque permanente nas questões da segurança. As palestras diárias, as auditorias regulares, os encontros para identificação de riscos por parte dos trabalhadores e a responsabilização dos quadros associados à produção permitiu já obter autênticos recordes: a 13 de Abril de 2005 foi atingida a significativa marca de dois milhões de horas/homem trabalhadas sem ocorrência de acidentes com baixa. Os trabalhadores envolvidos (80% são angolanos) já assinalaram o facto numa cerimónia preparada para o efeito.A empreitada prevê a construção de duas torres: com 14 pisos, a primeira destina-se à habitação; a outra, idealizada para escritórios, conta com 19 andares. Um edifício de quatro pisos, que funcionará como parque de estacionamento, estabelece a devida conexão entre os dois corpos. O consórcio liderado pela Mota-Engil Engenharia está a construir em Luanda o empreendimento Torres Atlântico que, para além da volumetria, se destaca pelos elevados e ímpares índices de segurança, sem paralelo em Angola. Ao contar com a presença de vários especialistas de segurança – um gestor de segurança do empreiteiro geral, um técnico indicado pelo Developer e um consultor designado pelo dono de obra – a empreitada, junto à marginal (Av. 4 de Fevereiro), não poderia deixar de contemplar um enfoque permanente nas questões da segurança. As palestras diárias, as auditorias regulares, os encontros para identificação de riscos por parte dos trabalhadores e a responsabilização dos quadros associados à produção permitiu já obter autênticos recordes: a 13 de Abril de 2005 foi atingida a significativa marca de dois milhões de horas/homem trabalhadas sem ocorrência de acidentes com baixa. Os trabalhadores envolvidos (80% são angolanos) já assinalaram o facto numa cerimónia preparada para o efeito.A empreitada prevê a construção de duas torres: com 14 pisos, a primeira destina-se à habitação; a outra, idealizada para escritórios, conta com 19 andares. Um edifício de quatro pisos, que funcionará como parque de estacionamento, estabelece a devida conexão entre os dois corpos.
carlospereirangola@gmail.com


quarta-feira, junho 25, 2008

PROJECTO BAÍA DE LUANDA

(Continuação - III)

LEGENDA TRÊS: Areia limpa e sedimentos poluídos observados durante a inspecção do local...

ADENDA: ... onde será erguida uma das maiores obras até hoje realizadas na capital angolana, Luanda, e que levantou alguma polémica sem qualquer outra justificação que não seja a da pura inveja... Petróleo não cai do céu!



sábado, junho 21, 2008

PROJECTO BAIA DE LUANDA

(CONTINUAÇÃO - II)

POSIÇÃO PESSOAL - Prometemos aos nossos visitantes divulgar os pormenores que desmentem, categoricamente as afirmações que o "vagabundo da musica" Bob Geldof veio propalar em Lisboa, com objectivos escuros e lucrativos, denegrindo o governo de Angola e os seus dirigentes.
LEGENDA DOIS - Os estudos preliminares que efectuámos indicam que será necessário dragar cerca de quatro milhões de metros cúbicos de areia, o que constitui um desafio técnico e económico no que respeita à eliminação ou à potencial reutilização dos materiais dragados.


quinta-feira, junho 19, 2008


Este projecto foi tema que eu aqui abordei com considerações sobre a infeliz "conferência de imprensa" patrocinada pelo Banco Espírito Santo, em Lisboa, com Bob Geldof, conhecido pela sua falta de educação e de princípios, que veio propalar de ouvidos prenhes de mentiras, o que lhe impingiram em Luanda: que o Governo angolano ia construir um hotel ultra-moderno de um mega projecto na baía de Luanda, e, ponderada e com acinte, aventurou-se a chamar de "criminosos" aos governantes angolanos.Isso passou-se este ano, e do assunto poderão os meus visitantes constatar clicado na taag correspondente.

POSIÇÃO PESSOAL - Como angolano que apoia incondicionalmente o actual governo angolano, presidido por José Eduardo dos Santos, sinto-me, como homem da informação, no dever de aqui neste meu espaço (sem censura) demonstrar o quanto de injustas foram as declarações desse vagabundo da música. Eu acho que sim. Que é um vagabundo. Inventou a maneira de não trabalhar e ganhar balúrdios à custa de atitudes altruistas camufladas que não resolvem nada àqueles a quem propala ajudar com montes de "dinheiros" angariados. Ajudaria sim, se levasse as campanhas até ao fim e as acompanhase de perto, in loco, para ter certezas de que estava a resolver um problema grave - que, quanto a mim não se resolve com essas intenções singulares, sem proveito verdadeiro dos que dela carecem.

COMPROMISSO - E, pelas razões expostas, a partir de hoje e sem compromisso de rigor nas datas, irei oferecer imagens do que realmente é o projecto. Um projecto curiosamente semelhante a um outro que já no tempo colonial, se não me engano, nos anos 60, se divulgou, o qual era um pouco diferente pois apenas se destinava à construção de uma ilhota na baía para a construção de um hotel-casino. Só não se construiu porque, ao que julgo saber, havia interesse camuflados de empresários que estavam fora do projecto e que estavam bem posicionados junto ao governo central.

IMAGENS ORIGINAIS -As imagens que vou aqui apresentar fazem parte de um documento que me foi fornecido, devidamente legendado. Por todos os motivos, as legendas que aqui ilustrarão as imagens, serão integralmente respeitadas e não constituem a minha autoria, as quais para as destrinçar serão numeradas.

LEGENDA 1 - No seguimento de uma proposta preliminar apresentada ao Governo, recebemos um mandato de Sua Excelência, o Ministro das Obras Públicas, para prosseguir e desenvolver aprofundadamente os conceitos do nosso projecto, realizando os necessários estudos de viabilidade técnicos e económicos.
Foi o que fizemos, consultando as autoridades competentes e delas recebendo valiosos contributos. Hoje, submetemos à vossa apreciação a versão final do Projecto Baía de Luanda por nós proposto.